Planeta

11/11/2014 15h36

Criado gerador de energia 100% limpa para abastecer a humanidade

O que falta para adotarmos um sistema baseado em fontes inesgotáveis de energia?

Por Nosso Bem Estar

CAMILA WEINMANN/ NOSSO BEM ESTAR
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Cientista Bóris Petrovic palestrou na segunda edição da CISQ

Há mais de 100 anos a “ciência oficial” tem conhecimento de tecnologias geradoras de energias renováveis, com condições de substituir completamente o uso do petróleo. São fontes inesgotáveis, capazes de abastecer toda população mundial, garantindo autonomia energética. Os geradores podem distribuir energia elétrica pelo ar e de forma livre. 

De acordo com estudos científicos bastariam apenas 5 geradores, com custo aproximado em US$ 1 bilhão cada, para garantir a autonomia energética em todos os pontos do globo. É um valor ínfimo, especialmente se comparado a outros investimentos e nos benefícios de se ter energia livre disponível em qualquer lugar do planeta, como se tivéssemos um wi-fi energético.

Embora seja uma novidade para maioria das pessoas, essa notícia foi divulgada há mais de 100 anos.  Se você acha que isso se parece com contos de ficção científica, saiba que esse invento foi criado, testado, comprovado já naquela época e (pasme) até existe aqui no Brasil.

Leia nossa reportagem sobre a energia livre proposta por Nikola Tesla.

Onde está o impedimento

Por que este tipo de avanço ainda é boicotado pelo atual sistema de gestão? Por que, apesar de conhecermos todos os danos causados por esta exploração de recursos naturais finitos, ainda não investimos nesta transformação?

Outra pergunta que não foi respondida em relação à energia livre: se por algum motivo não há interesses na construção de geradores continentais de energia livre, por que não construir geradores regionais, ou em cidades, ou mesmo em pequenas comunidades? Essa ação traz a autonomia energética local e seus custos são muito menores. Seria uma decisão coerente diante do colapso ecológico-energético que vivemos.

Nos últimos meses o mundo todo assistiu à repercussão da maior mobilização pelo clima da história. Manifestantes tomaram as ruas de cidades como Nova York, Londres, Berlim, Katmandu, Paris, Nova Déli e Melbourne. Foram mais de 675 mil pessoas unidas por um propósito: construir uma sociedade baseada em energia 100% limpa.

Esta questão tem motivado a atuação do Instituto de Tecnologias Sustentáveis Nikola Tesla, com sede em Brasília, que aposta na pesquisa de novas fontes de energia. Segundo o seu presidente, o cientista sérvio Boris Petrovic, há tecnologia disponível para o mercado de energia solar, que poderia melhorar a vida dos brasileiros, possibilitando que todos criem a sua própria eletricidade.

Acessível e de baixo custo

Na Índia já se utiliza tecnologia solar térmica, para substituir o gás em todos os processos que necessitam de calor. Há mais de 50 anos também já se sabe como mover veículos terrestres e aéreos com energia solar. Pesquisas atuais também apontam a energia humana como fonte sustentável. São formas simples de captação e com baixo custo e manutenção.

Para que a adoção destes sistemas seja viável, o foco atual do trabalho é conscientizar a população e o contato com pessoas conscientes do governo, para estimular a criação de políticas públicas nacionais de implementação destas tecnologias. O Instituto realiza projetos para levar independência energética também para as zonas rurais, áreas carentes e comunidades indígenas.

No Brasil existe um plano nacional de energia que prevê metas para este mercado até 2030. Porém, apesar de apresentar alternativas ao sistema vigente, como os biocombustíveis gerados a partir da cana-de-açúcar, estas ainda são fontes monopolizadas, não acessíveis a todos.

A mudança começa na mente

“Vivemos o que pensamos... o mundo é a manifestação dos nossos desejos, individuais e coletivos”, afirma Boris Petrovic, conhecido também como filósofo noosférico. Ele defende que um novo paradigma depende da organização das pessoas que hoje já alcançaram esta consciência.

“Libertar a humanidade dessa forma suja civilizatória industrial depende da criação de uma ecologia holística, que contemple todas as esferas da vida. Para isto é preciso reconectar o ser humano com a natureza, com todos os seres vivos. Esta é a solução para a crise ecológica que o mundo vive hoje”, salienta.

Segundo ele, as mudanças frequenciais e conscienciais individuais se refletem no coletivo. “Existem meditações capazes de alterar a 'realidade', pois ativam chips de circuito universal. Hoje a física quântica já explica a existência de forças eletromagnéticas que acionam a conexão coletiva, elas existem em nós e nos ambientes, como uma antena humana conectada com o meio.”

Boris acredita que vivemos hoje um tempo dolorido de transição, em que a crise nos ajuda a tomar consciência das mudanças que precisam ser feitas. É a chamada passagem da biosfera (esfera da vida material) para a noosfera (conexão com a camada mental planetária, com um “consciente coletivo” onde a sabedoria universal está disponível a todos).

Esta transformação passa pela sintonia com frequências naturais, não delegadas por um sistema de poder, como as forças cósmicas da natureza, por exemplo. “Somos almas neste planeta, podemos alterar o plano físico. Precisamos limpar as mentes destas almas para então manifestar a ecologia planetária”, conclui Boris.

Cúpula do clima

Em setembro de 2014, a Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu para traçar diretrizes para um acordo global de sustentabilidade energética. Em 2015 uma conferência será realizada em Paris para sintetizar as metas planetárias. Até março os países prometeram apresentar seus compromissos nacionais.

É hora de fazermos nossa parte, divulgando informações que ajudem a liberar a população dos sistemas monopolizadores que dominam hoje a exploração de recursos não renováveis, e cobrando dos nossos representantes políticas públicas que garantam o direito ao acesso a energias renováveis. A mudança que esperamos já começou, mas não podemos esperar que a solução venha daqueles que estão ganhando com a crise atual. Uma transformação efetiva depende do empenho de cada um!

Faça sua parte compartilhando esta reportagem.  ;)

Fontes: Boris Petrovic, Instituto Tesla – www.tesla.org.br, 2ª Conferência Internacional de Saúde Quântica – www.cisq.com.br, Avaaz – www.avaaz.org, Redação Nosso Bem Estar

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